bem-estar, cuidado, saúde

13 Precauções de Acidentes com Gatos

Os nossos bichanos podem se acidentar em diversas situações que nós nem imaginamos!

“A curiosidade matou o gato.” (Ditado popular). Quem nunca ouviu esse ditado que tem um grande fundo de verdade? Gatos são seres muito inteligentes e seletivos, mas também muito curiosos e exploradores, e como a vida intra e extradomiciliar contém diversos perigos, cabe a nós, tutores responsáveis dos nossos bichanos, evitar os acidentes. Muitos desses perigos podem levar a consequências fatais.

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INTOXICAÇÕES

1. MEDICAÇÕES: Nunca medique seu gato sem orientação médica. O maior número de intoxicações em felinos está relacionado ao fornecimento de paracetamol e ao uso de produtos para pulgas não indicados para gatos!

MEDICAMENTOS HUMANOS QUE NUNCA DEVEM SER OFERECIDOS AOS BICHANOS:

  • Paracetamosl (Tylenol)
  • Diclofenaco (Cataflan)
  • Ibuprofeno (Alivium)
  • Fenazopiridina (Piridium)
  • Ácido mefenâmico (Ponstan)
  • Fleet enema

MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER USADOS COM CAUTELA:

  • Antiinflamatórios não esteroidais em geral (cetoprofeno, meloxican)
  • Ácido acetilsalicílico (AAS, aspirina)

2. ALIMENTAÇÃO: Os felinos podem apresentar quadros de intoxicação ao ingerir alguns alimentos que não são destinados a eles. Por isso, tome muito cuidado com alimentos como:

  • Alho
  • Cebola
  • Tomate (mesmo que não seja puro nem cru)
  • Chocolate
  • Abacate
  • Uvas

3. OUTROS PRODUTOS: Evite que os bichanos mantenham contato direto e retire-os do local de aplicação de:

  • Produtos de limpeza
  • Adubos e agrotóxicos
  • Produtos químicos (tintas, solventes, cloro, etc)

4. PLANTAS TÓXICAS: Muito cuidado com as plantas, já que muitos gatos gostam de comer “verdinhos”. Certifique-se de que as que você tem em casa não provocam perigos. Dentre as plantas tóxicas, podemos citar:

  • ciclame, hera, lírio-da-paz, jibóia-prateada, cheflera, sagu-de-jardim, mamona, amarílis, espirradeira, folha-de-veludo, tulipa, azaléia, teixo, samambaia, renda-portuguesa, espada-de-são-jorge e comigo-ninguém-pode.

 

ACIDENTES DOMÉSTICOS

A tutela responsável nos obriga a zelar pela segurança dos nossos animais de companhia. Os acidentes mais comuns e mais graves são a ingestão de fios e linhas e a queda de grandes alturas. Por isso, é preciso ficar atento a vários detalhes.

5. LUGARES FECHADOS: O felino gosta de entrar em armários, gavetas, caixas, malas, baús, e até em máquinas de lavar roupas e fornos, podendo ficar trancado ou se machucar. Ele também gosta de investigar sacolas, correndo o risco de sufocamento.

6. PLÁSTICOS: Os gatos têm atração por mastigar materiais que fazem barulho, principalmente plásticos. No entanto, caso engulam esses itens, eles podem engasgar ou apresentar obstrução intestinal.

7. LINHAS, FIOS DE LÃ E BARBANTES: Os bichanos adoram brincar com fios, mas podem acabar ingerindo-os. É comum o fio prender embaixo da língua e não ser deslocado pelo trânsito intestinal, provocando aderência do intestino, obstrução e peritonite. Além disso, onde tem uma linha, pode ter uma agulha, que também poderá ser ingerida e causar perfuração intestinal.

8. FOGÕES, ESTUFAS E LAREIRAS: Alguns gatos gostam tanto de aquecimento que chegam muito perto das fontes de calor e acabam se queimando. Tenha um cuidado especial com fogões à lenha e lareiras, pois o bichano pode pular em cima e queimar as patinhas.

9. JANELAS E SACADAS: É imprescindível a instalação de redes de proteção em apartamentos, pois o felino adora estar em locais altos. Ele pode se distrair ou tentar caçar e, consequentemente, se desequilibrar e cair. Todas as alturas proporcionam riscos, assim, mesmo quem mora em andares baixos deve colocar a rede, pois, além de segurança para os bichanos, é uma tranquilidade para os humanos.

10. OBJETOS CORTANTES: Muito cuidado com alfinetes, facas, tesouras, vidros, etc.

ACIDENTES EXTRADOMICILIARES

Os gatos que tem acesso à rua estão sujeitos ainda a outros tipos de acidentes e doenças, muitas vezes mais graves. Os bichanos que possuem vida livre podem aproveitar melhor seus instintos, mas as consequências disso devem ser bem avaliadas pelos responsáveis.

11. AUTOMÓVEIS: Os gatos podem dormir perto do motor do carro enquanto ele ainda está quentinho. Mas quando o motorista dá a partida, o animal pode sofrer queimaduras e ser “transportado” sem que ninguém perceba. Além disso, são muito comuns os atropelamentos, mesmo que os gatos sejam rápidos e ágeis.

12. ATAQUES: Os bichanos que andam pelas ruas estão sujeitos a ataques de cães e brigas com outros gatos, além de maus-tratos realizados por crianças e adultos.

13. DOENÇAS: As doenças mais graves são as transmitidas entre gatos, sendo a AIDS (FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina) e a Leucemia (FeLV – Vírus da Leucemia Felina) causadas por retrovírus e sem cura.

Escrito pela Médica Veterinária Raquel Redaelli para matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Especial ’13 Anos de Muita Sorte!’ Edição Novembro/Dezembro 2013 (disponível apenas em versão impressa).
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Gato de Apartamento

O comportamento dos felinos pode nos dizer muita coisa. O seu gato está bem adaptado ao ambiente em que vive?

Gatos vivendo exclusivamente dentro de apartamentos são uma realidade hoje em dia, considerando que estão cada vez mais se tornando o animal de estimação preferido pelas pessoas no mundo todo. Além das suas características apaixonantes (quem tem gatos sabe bem), eles são extremamente limpos e seus hábitos de higiene exigem muito menos cuidados que um cão. Gatos urinam e defecam nas suas caixas de areia, não necessitam de passeios, exigem menos banhos, podem ficar sozinhos em casa o dia todo, às vezes mais de um dia, desde que tenham água, comida e caixas de dejetos suficientes.

Porém, a domesticação dos gatos transformou os hábitos de vida livre que a espécie possui em “confinamento”, tendo todas as suas atividades restritas ao que o seu proprietário oferece, e não àquilo que a natureza dispõe.

Os gatos que tem vida livre ou que tem acesso à rua estão suscetíveis aos riscos que o meio externo apresenta, como acidentes, brigas, maus tratos e doenças; esses gatos têm uma expectativa de vida de dois anos. Já os nossos gatos de apartamento estão muito mais protegidos desses fatores externos, podendo chegar a viver em torno de 16 anos. Porém, esta restrição de espaço e de atividade pode trazer conseqüências à saúde e até mesmo ao bem estar dos bichanos.

Ao contrário do que muitos pensam, os gatos são independentes apenas em relação aos seus hábitos de higiene, mas são muito dependentes de carinho e atenção. O gato pode sim ficar mais tempo sozinho que um cão, mas isso não significa que ele fique satisfeito. Por mais que o gato esteja restrito a um apartamento ao invés de estar livre, podemos transformar nossa casa em um local interativo para ele, fornecendo atividade que supram suas necessidades de exercício e procurando manter seus instintos.

Quando o gatinho está adaptado e feliz, ele:

  • Dorme cerca de 16 horas por dia;
  • Realiza a lambedura da sua pelagem em torno da metade do tempo que está acordado;
  • Responde aos estímulos de brincadeira;
  • Caça objetos;
  • Sobe em móveis;
  • Interage com os humanos da casa e com outros animais;
  • Pede carinho;
  • Ronrona;
  • Urina e defeca em local adequado;
  • Alimenta-se bem.

Quando o bichano está sofrendo com a restrição de espaço, ele:

  • Esconde-se frequentemente;
  • Demonstra medo e agressividade;
  • Urina e defeca fora da caixa de areia (isso pode representar a marcação de território e acontece em vários locais da casa, em um local específico ou próximo a caixa de dejetos);
  • Apresenta comportamentos compulsivos, como lambedura excessiva, sucção tecidos, excesso de apetite, perseguição de sombras, etc.

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Muitas vezes esses transtornos podem ocorrer pela presença de outros gatos ou outros animais na casa. Gatos são seres que gostam de ter seu próprio espaço, que costumam se sentir mais confiantes com pessoas e ambientes conhecidos, onde tenham o controle do ambiente, e ter que dividi-lo com outros pode deixá-lo infeliz.

São comuns os problemas de saúde relacionados ao estresse pela presença de outros animais. Os mais comuns são os problemas urinários e a alopecia psicogênica. Os problemas urinários ocorrem muitas vezes pois o gato evita ir na caixa de areia por se sentir intimidado por outro gato ou por ter um cão que o segue por todos os lados. Na alopecia psicogênica o gato realiza o cuidado excessivo da pelagem, sem fatores clínicos que justifiquem, com lambedura e mastigação do pelo, provocando alopecia e lesões na pele. A lambedura excessiva, e outros comportamentos compulsivos, é uma forma de o gato lidar com estresse, ansiedade e frustrações. Estes comportamentos podem ocorrer ainda como forma de chamar a atenção do proprietário.

A socialização do gato com os humanos, com outros gatos e com animais de outras espécies deve acontecer enquanto filhote, tornando-se um adulto mais adaptado. A falta de socialização pode prejudicar, no futuro, sua adaptação a situações, locais e pessoas diferentes, gerando alto grau de estresse toda vez que for obrigado a se deparar com circunstâncias diferentes daquelas a que esteja habituado. Uma boa socialização permitirá que o gatinho se torne facilmente adaptável à presença de seres humanos, sendo receptível às visitas que chegam ao seu “território”, sem que esta experiência se torne algo amedrontador e o faça esconder-se num cômodo até que os “invasores” deixem o ambiente.

Mudanças sutis no território podem ser suficientes para uma reviravolta no comportamento do gato, por isso, se o seu bichano for muito sensível, evite mudanças desnecessárias no ambiente, como a introdução de novos animais, mudança de lugar de móveis, reformas e mudanças de casa. Caso sejam necessárias, as mudanças devem ser feitas de modo gradativo.

Gatos machos não castrados tendem a sofrer mais em espaços menores, pois tem seu instinto sexual, de caça e de marcação de território muito mais evidentes.

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Respeite o espaço que seu gato necessita: posicione a caixa de areia em local tranqüilo, fora da área de passagem, e longe pelo menos um metro da sua água e comida e da sua área de descanso; tenha caixas de dejeto grandes, no mínimo uma a mais que o número de gatos da casa; ofereça vários potes de água pela casa, e deixe a comida em local de fácil acesso. Além disso, promova o enriquecimento ambiental com prateleiras, túneis, brinquedos, fontes de água, etc. para que o gato possa interagir e exercitar-se, participe das brincadeiras, respeite seus medos, evite situações estressantes e, muito importante, dê atenção e carinho. Ele saberá retribuir!

 

Escrito pela Médica Veterinária Raquel Redaelli para matéria publicada na Revista Pulo do Gato, Caderno Especial Comportamento, Edição 73, Janeiro / Fevereiro 2013 (disponível apenas em versão impressa).
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Por quê o seu gatinho merece um ambiente especializado para cuidar da sua saúde?

Os felinos apresentam particularidades em relação a anatomia, fisiologia e comportamento quando comparados aos cães, e com isso, as doenças, os tratamentos e o manejo entre as espécies são diferentes. Possuem, também, uma personalidade toda especial, que encanta aos amantes dos gatos ou a quem permite-se conhecê-los.

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Foto por Pixabay em Pexels.com

O Médico Veterinário Especializado em Medicina de Felinos é aquele que conhece bem estas diferenças, tem fascínio pela espécie e dedica seus estudos a aprender cada vez mais sobre eles.

Além disso, é muito importante um ambiente hospitalar exclusivo para gatos, no qual a segurança, a calma, os cheiros, os ruídos e o aconchego são controlados para o bem-estar do paciente.

Já conhece a Clínica Veterinária Gatices? Estamos na Av. Rio Branco, 1677, em Caxias do Sul – RS. Fone: 54 3021.5250.

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Escrito por Raquel Redaelli, Médica Veterinária da Gatices.